furto de gado em Angelim, zona rural de São Fidélis (RJ), motivou investigação policial após o gerente de uma fazenda localizar uma cerca rompida e notar o desaparecimento de 18 bovinos.
Segundo as informações divulgadas por veículos locais e repassadas à Polícia Civil, a apuração apontou suspeitas contra um funcionário de propriedade vizinha. Durante as diligências, os policiais localizaram um anúncio dos animais em um grupo de WhatsApp que indicou a comercialização do rebanho.
De acordo com a apuração, os 18 animais não teriam sido vendidos em um único lote: foram identificadas negociações que somaram 10 bovinos para um comprador, quatro para outro, três para um terceiro e um animal para um quarto comprador. Essas divisões passaram a ser investigadas para reconstruir o destino dos animais.
Equipes da Patrulha Rural e da guarnição de Pureza participaram das ações. As pessoas localizadas durante as diligências foram encaminhadas à 141ª Delegacia de Polícia de São Fidélis, e a Polícia Civil instaurou inquérito para aprofundar as apurações. Ainda não há confirmação pública sobre quantos dos 18 bovinos foram efetivamente recuperados.
O caso ressalta dificuldade prática em investigações desse tipo: retirar e transportar bovinos exige estrutura — condução, embarque e destino — e a divisão rápida do lote entre diferentes compradores pode dificultar a identificação e a recuperação do rebanho.
Como pano de fundo legal, a Lei nº 15.397, de 30 de abril de 2026, alterou penas relacionadas a crimes patrimoniais envolvendo animais. Pela norma, o furto de semovente domesticável de produção pode ser punido com reclusão de quatro a dez anos e multa. A receptação de animal, quando comprovado que alguém adquiriu, recebeu, transportou, conduziu, ocultou, manteve em depósito ou vendeu um animal sabendo ou devendo saber que ele é produto de crime, prevê pena de três a oito anos de reclusão e multa. A aplicação dessas penas dependerá das provas reunidas e do enquadramento individual dos investigados.
A Polícia Civil segue com o inquérito para esclarecer a movimentação dos animais, definir a participação de cada pessoa envolvida e apurar o destino atual dos 18 bovinos.
Fonte: CompreRural