Custo da nutrição animal é o principal componente de gasto em sistemas de confinamento no Sudeste, com o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) indicando custo alimentar médio próximo de R$ 12 por cabeça ao dia.
Vantagens regionais
No interior de São Paulo, a presença de agroindústrias amplia o acesso a insumos que permitem formular dietas menos dependentes exclusivamente do milho. Entre os coprodutos disponíveis na região estão:
- polpa cítrica peletizada;
- bagaço de cana;
- levedura de cana;
- casca de soja;
- DDG proveniente da indústria de etanol de milho;
- caroço de algodão;
- silagem de milho produzida na própria fazenda.
Desafios que pressionam custos
Apesar da oferta regional, produtores enfrentam fatores que elevam ou tornam voláteis os custos da dieta. O milho segue como a principal fonte energética e sua oscilação — por clima, exportações e demanda industrial — afeta preços rapidamente. Custos logísticos, mesmo na região com boa infraestrutura agroindustrial, também influenciam o custo final da ração.
Além disso, eficiência alimentar é determinante: uma ração mais barata nem sempre resulta em maior lucro se reduzir conversão. Perdas no armazenamento de silagem, falhas na mistura de ração e sobras excessivas no cocho são citadas como fontes de desperdício que aumentam custos sem ganho produtivo.
Gestão e estratégias práticas
Confinamentos paulista reportam ganhos de previsibilidade por meio de medidas de gestão, como planejamento antecipado da compra de insumos, produção própria de volumosos e uso estratégico de coprodutos regionais. Outras ações apontadas incluem monitoramento diário do consumo, ajustes frequentes nas formulações e controle rigoroso das sobras de cocho.
Para 2026, o cenário descrito pela fonte indica que a combinação entre disponibilidade de coprodutos, custos alimentares relativamente controlados e maior profissionalização da gestão nutricional mantém o Sudeste competitivo para sistemas intensivos de produção.
Fonte: CompreRural