café especial brasileiro: um lote de 10 kg da variedade Geisha produzido na Fazenda Santuário Sul, em Carmo de Minas (MG), foi arrematado no dia 16 de outubro em um leilão beneficente realizado em Tóquio, pela empresa japonesa Snow Beans Coffee. A venda atingiu US$ 200 por libra-peso; em equivalência para a saca de 60 kg, o valor corresponde a R$ 134,6 mil, conforme a conversão usada pela reportagem.
O café foi cultivado a cerca de 1.300 metros de altitude pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho. A Fazenda Santuário Sul reúne aproximadamente 120 hectares, dos quais 80 são dedicados ao café, com mais de 30 variedades — incluindo Geisha e diferentes tipos de Bourbon — e utiliza manejo sombreado e processos pós-colheita variados, como natural, fermentado e honey.
Resultados das exportações de cafés diferenciados
Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, entre janeiro e setembro de 2026, o país exportou 4,95 milhões de sacas de cafés diferenciados, movimentando cerca de US$ 2,02 bilhões. O preço médio desse segmento no período foi de US$ 408,07 por saca. Apesar da queda de volume de 16,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025, a categoria manteve participação relevante na receita cambial.
Os principais destinos desses cafés diferenciados foram os Estados Unidos (813,8 mil sacas), seguidos por Alemanha, Bélgica, Itália e Países Baixos. O Japão também figura como parceiro importante: entre janeiro e setembro de 2026 importou aproximadamente 1,45 milhão de sacas de café brasileiro de todos os tipos.
Características e desafios para produtores
A matéria original destaca que a valorização depende de combinação de genética, manejo, processamento e reputação. A separação de lotes por qualidade e o controle do pós-colheita são apontados como decisivos para comercializar grãos diferenciados de forma separada da produção convencional. Esses elementos permitem agregar valor, mas igualmente exigem avaliação dos custos e do manejo de variedades especiais.
Fonte: CompreRural