Doença de Newcastle foi confirmada em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária em 19/10/2026.
Diagnóstico e medidas sanitárias
O foco foi diagnosticado após investigação do Serviço Veterinário Oficial catarinense e confirmação laboratorial pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. A propriedade foi interditada e a movimentação de aves foi suspensa. Segundo o ministério, as medidas sanitárias anunciadas alcançarão 133 propriedades na região; esse número refere-se à abrangência das ações e não indica 133 focos confirmados.
Risco para humanos e segurança dos alimentos
A Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) reconhece que a Doença de Newcastle pode infectar pessoas expostas a aves ou material contaminado, porém os casos humanos mais bem documentados costumam provocar conjuntivite leve e de curta duração, com sinais como vermelhidão, lacrimejamento e inchaço das pálpebras. O ministério reforçou que produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para consumo.
Sinais nas aves e orientações
Entre os sinais observados em aves estão dificuldade respiratória, diarreia, torcicolo, alterações nervosas, redução de consumo de água e ração, queda na produção de ovos e mortalidade elevada. A confirmação de surtos depende de exames laboratoriais, já que os sinais clínicos não permitem distinguir com segurança a Doença de Newcastle de outras enfermidades, como a influenza aviária. Em Santa Catarina, a orientação é comunicar suspeitas à Cidasc e ao serviço oficial de defesa sanitária imediatamente.
O ministério informou que a ocorrência será comunicada à Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e a parceiros comerciais, e que ainda é cedo para prever impactos nas exportações — segundo o secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Rafael Requião, não havia informações concretas sobre eventuais suspensões de compras até o momento do anúncio.
Fonte: CompreRural