Exportações de aves à China foram suspensas após a confirmação, pelo Ministério da Agricultura em 18 de outubro, de um foco de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina.
O autoembargo previsto no acordo sanitário entre Brasil e China interrompeu os embarques enquanto as autoridades chinesas avaliam se a restrição ficará limitada a Santa Catarina ou a uma área próxima ao foco. A granja onde ocorreu o caso foi interditada, a movimentação de aves na região foi suspensa e as medidas sanitárias envolveram 133 estabelecimentos. Segundo o comunicado oficial, as aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas ao consumo.
Impacto sobre exportações
Relatório da consultoria Safras citado pela fonte indica que o Brasil exportou 420 mil toneladas de carne de frango para a China entre janeiro e setembro de 2026, uma média próxima a 47 mil toneladas por mês. Santa Catarina responde por pouco mais de 20% das exportações brasileiras de frango, razão pela qual a decisão sobre a regionalização do embargo influenciará diretamente o tamanho da restrição ao mercado chinês.
A Safras também assinala que uma suspensão nacional de curta duração poderia deixar volumes temporariamente em espera, com parte das cargas possivelmente redirecionadas para outros mercados. O caso de 2024 no Rio Grande do Sul é citado como referência: naquela ocasião, a suspensão nacional durou menos de um mês, mas o estado gaúcho só foi habilitado novamente pela China em janeiro de 2026.
Enquanto durar a restrição, frigoríficos e exportadores precisarão acompanhar a definição de Pequim sobre a área afetada para reorganizar embarques e destinos de cargas. As ocorrências serão comunicadas aos parceiros comerciais e à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), conforme a prática relatada pela fonte.
Fonte: CompreRural