Suspensão da UE à carne bovina motivou críticas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) durante o Sial Paris, informou a entidade nesta terça-feira (20).
Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, não há justificativa técnica para a exclusão do Brasil da lista de fornecedores do bloco — medida que entrou em vigor em 3 de setembro e foi justificada pela União Europeia como resposta a falhas no controle do uso de antimicrobianos em rebanhos. Perosa afirmou que a decisão tem caráter político e ressaltou a importância de o país figurar entre os fornecedores do mercado europeu, que representa cerca de 5% das exportações brasileiras de carne bovina e é referência regulatória internacional.
Protocolo e auditorias
A Abiec informou que, a pedido da própria União Europeia, a cadeia produtiva brasileira elaborou um protocolo para ampliar o controle sobre a produção, e que o Ministério da Agricultura aceitou as medidas propostas pelo setor privado. A entidade declarou estar apta a receber auditorias e convidou as autoridades europeias a realizar inspeções no país.
Perosa também observou que a indústria já passou por auditorias anteriores e foi aprovada, e pediu um prazo para adaptação ao protocolo sem interromper o fluxo comercial. A matéria original aponta que auditorias recentes do bloco se concentraram nos segmentos de aves e mel, com avaliação positiva, e que há expectativa de liberação desses setores até novembro.
A Abiec afirmou ainda que cabe ao próximo governo negociar o tema com a União Europeia, independentemente do resultado das próximas eleições presidenciais, sem detalhar ações específicas.
Fonte: BeefPoint