Créditos de carbono: Google e a consultoria McKinsey firmaram um compromisso para a compra de 320 mil toneladas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos, em uma iniciativa voltada à recuperação de 8,7 mil hectares de pastagens degradadas na Amazônia e no Cerrado.
Como será o projeto
O programa será conduzido pela Working Trees e integrado à Symbiosis Coalition. O modelo adotado é o sistema silvipastoril, que prevê a integração de árvores, pastagens e bovinos na mesma área. Segundo as informações divulgadas, a proposta busca recuperar a capacidade produtiva do solo sem substituir a pecuária, combinando produção de carne com captura de carbono e, eventualmente, produção florestal comercial.
Do total de 320 mil toneladas contratadas, o Google ficará responsável pela aquisição de 270 mil toneladas. A iniciativa contempla inicialmente 8,7 mil hectares com potencial de expansão para cerca de 50 mil hectares, conforme explicado pelas partes envolvidas.
Pontos confirmados e limitações
- O compromisso refere-se à compra de créditos de remoção de carbono conforme os resultados de remoção comprovados durante a execução do projeto.
- Não houve aquisição de fazendas pelo Google nem assunção direta da criação de bovinos; o acordo é com a geração de créditos.
- Não foram divulgados valores financeiros totais do acordo nem remuneração por hectare.
As informações da fonte também destacam que, embora o sistema silvipastoril possa trazer benefícios como sombreamento ao rebanho, melhor ciclagem de nutrientes e recuperação do solo, os resultados produtivos e econômicos dependem de manejo, escolha de espécies e monitoramento. A permanência do carbono armazenado e a comprovação dos resultados por sistemas confiáveis de verificação são desafios apontados.
Para o setor pecuário, o acordo representa uma possibilidade de financiamento da recuperação de áreas produtivas por meio do mercado internacional de carbono, desde que o projeto comprove resultados técnicos e econômicos consistentes.
Fonte: CompreRural