preço do diesel avançou 6,67% na primeira quinzena de outubro, atingindo média nacional de R$ 7,20 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
O levantamento da Edenred Mobilidade aponta que o diesel S-10 teve alta de 5,07%, chegando a R$ 7,46/L. Entre os combustíveis leves, o etanol subiu 2,38%, com média de R$ 4,31/L, e a gasolina manteve relativa estabilidade, com alta de 0,15% e preço médio de R$ 6,73/L.
Variações regionais e estaduais
As oscilações foram heterogêneas por região. O Sul registrou as maiores altas para o diesel comum na quinzena, com avanço de 11,70% e preço médio de R$ 6,97/L; ali também o diesel S-10 subiu 7,50%, para R$ 7,17/L. No Centro-Oeste, o diesel comum subiu 6,97% (R$ 7,21/L) e o S-10 aumentou 7,02% (R$ 7,62/L), maior média regional para o S-10.
O Norte apresentou os maiores preços médios regionais: diesel comum a R$ 7,75/L, S-10 a R$ 7,80/L, etanol a R$ 5,19/L e gasolina a R$ 7,25/L. O Sudeste manteve o etanol mais barato do país, a R$ 4,20/L.
No recorte estadual, Roraima teve a maior média para o diesel comum (R$ 8,19/L) e Minas Gerais a menor (R$ 6,91/L). O Paraná registrou a maior alta estadual no diesel comum, de 12,66%, com média de R$ 6,94/L; o Acre apresentou a maior queda, de 1,60%, para R$ 8,00/L.
Detalhes adicionais e competitividade do etanol
No diesel S-10, o Acre teve o maior preço (R$ 8,30/L) e o Rio Grande do Sul o menor (R$ 6,95/L). Goiás liderou as altas do S-10 com avanço de 8,71% (R$ 7,49/L), e o Amazonas registrou a menor variação positiva (0,27%), com média de R$ 7,36/L.
Entre os combustíveis leves, o etanol foi mais caro em Sergipe (R$ 5,54/L) e mais barato em São Paulo (R$ 4,03/L); Mato Grosso anotou a maior alta do etanol na quinzena (3,96%), para R$ 4,20/L, enquanto o Rio Grande do Norte teve a maior queda, de 5,07%, a R$ 5,06/L. A gasolina variou entre R$ 7,64/L em Roraima e R$ 6,28/L no Rio Grande do Sul.
A Edenred destacou ainda que o etanol foi a opção economicamente vantajosa em 19 estados, enquanto a gasolina prevaleceu em seis unidades da federação.
Contexto de oferta e subsídio
Segundo a matéria, a alta do diesel reflete a exposição do mercado interno às oscilações internacionais, já que em agosto as importações responderam por 23,14% do total de vendas de diesel A no país, conforme dados da ANP citados pelo levantamento. O governo federal ampliou o subsídio aos importadores de diesel rodoviário em R$ 1,40 por litro, elevando o benefício de R$ 2,12 para R$ 3,52/L na tentativa de reduzir o repasse de custos.
Representantes da Edenred explicaram que a dependência de importações torna os preços internos mais sensíveis a variações externas e que o reforço do subsídio busca amenizar impactos sobre o transporte rodoviário e a cadeia logística, embora a medida não tenha evitado a alta registrada na quinzena.
O IPTL é calculado a partir das transações realizadas nos cerca de 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log e incorpora uma base ampla de veículos administrados pela empresa, conforme a fonte do levantamento.
Fonte: CompreRural