suspensão exportação de aves: O Ministério da Agricultura informou a suspensão cautelar e temporária da certificação sanitária para exportação de carne de aves do Brasil à China e à Malásia após a confirmação de um foco de Doença de Newcastle em um criadouro comercial de perus em Nova Itaberaba (Santa Catarina).
Medida e mercados afetados
A decisão foi comunicada em ofício circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) aos frigoríficos exportadores e aos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoas) na noite de segunda‑feira, 19. Para todo o território nacional, a suspensão nacional abrange China e Malásia. No caso de Santa Catarina, as exportações de carne de aves também estão suspensas para sete mercados: Cazaquistão, Chile, Tajiquistão, Ucrânia, União Aduaneira Euroasiática (UEEA), União Europeia e Usbequistão.
Para outros 39 mercados, a circulação de produtos avícolas foi restringida ao raio afetado conforme os protocolos bilaterais — podendo ser o município ou um raio de 10 km ou 25 km a partir do foco — lista que inclui países como África do Sul, Argentina, Canadá, Coreia do Sul, Japão, México, Reino Unido, Turquia e Vietnã.
Foco e ações sanitárias
O foco confirmado ocorreu em um estabelecimento no oeste catarinense com cerca de 6 mil aves. O serviço veterinário oficial interditou o estabelecimento e iniciou a eliminação dos animais, além de aplicar medidas de controle previstas no Plano de Contingência de Influenza Aviária e Doença de Newcastle. O Ministério declarou emergência zoossanitária nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
O ministério também afirmou que o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanece seguro. A suspensão temporária da certificação vale para certificados desde 21 de setembro, data da coleta de amostras que confirmaram o foco, e exportadores deverão avaliar requisitos específicos para certificados já emitidos conforme cada país importador.
Este é o segundo foco em produção comercial registrado no País: o primeiro ocorreu em 17 de julho de 2024 em Anta Gorda (RS), caso que foi encerrado em menos de dez dias.
Possíveis reflexos: Ainda que não confirmados pelo ministério, as restrições podem afetar temporariamente embarques e logística de frigoríficos e transportadores de cargas frigorificadas, dependendo da extensão das medidas adotadas por cada protocolo bilateral.
Fonte: CompreRural