picapes usadas tiveram queda nos preços de transação nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, mostra levantamento da Tabela Auto B3, desenvolvido pela Trillia em parceria com a Bright Consulting.
O estudo acompanha valores efetivamente praticados nas vendas, e aponta recuos distintos por categoria: picapes compactas registraram perda de 7,4% no período, enquanto picapes médias caíram 2,5% e picapes derivadas de automóveis 0,6%. A média geral dos veículos usados ficou em -3,9% no intervalo apurado.
Impacto na troca por veículo zero
A desvalorização do usado afeta diretamente o cálculo da troca por uma caminhonete nova. Segundo o levantamento, a diferença entre o preço final do zero e a avaliação do usado pode aumentar o montante que o comprador precisa complementar.
Em um exemplo hipotético presente no levantamento: uma caminhonete nova com preço de R$ 300 mil e desconto de R$ 30 mil fica em R$ 270 mil. Se a usada entregue como entrada for avaliada em R$ 150 mil, será necessário complementar R$ 120 mil. Caso outra oferta mantenha preço final de R$ 280 mil, mas pague R$ 165 mil pela usada, a parcela a complementar cai para R$ 115 mil. Ou seja, o maior desconto anunciado nem sempre reduz o desembolso final.
Movimento recente
O comportamento mensal é misto: em agosto de 2026 as picapes médias usadas registraram alta de 0,3% frente a julho, enquanto as picapes compactas recuaram 1,2% no mesmo comparativo mensal. O levantamento ressalta que os percentuais são médias por segmento e não determinam a desvalorização de modelos específicos, que variam conforme versão, ano e estado de conservação.
Elementos a considerar na troca
- Solicitar separadamente o preço da nova e a avaliação do usado;
- Comparar o custo total do financiamento, incluindo juros e encargos;
- Considerar manutenção prevista, como pneus e transmissão;
- Adequação ao trabalho na propriedade: carga, reboque e acesso à fazenda;
- Disponibilidade de assistência técnica e prazo de reposição de peças.
Fonte: CompreRural