Boi gordo registra valorização pontual impulsionada pela oferta restrita de animais terminados e por escalas de abate concentradas entre cinco e seis dias úteis, segundo levantamentos de consultorias divulgados na terça-feira (20).
Referências e movimentação por consultoria
A Agrifatto apontou referência paulista de R$ 390 por arroba, na modalidade a prazo, considerando animais com ou sem padrão de exportação, e registrou valorização em São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Pará e Rio de Janeiro. A consultoria ressalta que negócios acima da média são pontuais e dependem das condições de cada lote e praça, recomendando acompanhamento das escalas locais e das formas de pagamento antes de concluir vendas.
Na avaliação da Safras & Mercado, os frigoríficos permanecem ativos nas compras e as escalas seguem concentradas em cinco a seis dias úteis. As referências médias levantadas pela Safras foram:
- São Paulo: R$ 384,13/@
- Minas Gerais: R$ 375,29/@
- Mato Grosso do Sul: R$ 372,95/@
- Goiás: R$ 369,46/@
- Mato Grosso: R$ 357,09/@
A Scot Consultoria também identificou alta do boi-China em seis estados (Mato Grosso, Goiás, Pará, Rondônia, Espírito Santo e Paraná) e apontou em São Paulo R$ 385/@ para animal com perfil de exportação e R$ 380/@ para o boi destinado ao mercado doméstico, em valores brutos e a prazo.
Atacado e exportações
No atacado paulista, parte da carne bovina registrou alta: o quarto dianteiro subiu para R$ 22,30/kg, a ponta de agulha para R$ 20,75/kg, enquanto o quarto traseiro manteve R$ 29,50/kg, conforme dados da Safras & Mercado.
Sobre o mercado externo, a Scot informou 107,8 mil toneladas de carne bovina in natura exportadas até a terceira semana de outubro, com receita de US$ 671,5 milhões. A média diária foi de 9,8 mil toneladas, acima da parcial anterior (8,8 mil t/dia), mas 32,7% inferior à média diária de outubro de 2025. O preço médio de exportação ficou próximo de US$ 6,2 mil por tonelada, com avanço anual de 12,4%.
As consultorias destacam que a oferta curta continua sendo o principal suporte para a arroba, mas a continuidade e a intensidade de novas altas dependerão da necessidade de compra dos frigoríficos, da disponibilidade regional de animais e da capacidade de escoamento da carne.
Fonte: CompreRural