Touros Nelore em centrais têm sido alvo de críticas por padrões de conformação, segundo relato do médico-veterinário Antonio Carlos Souza, jurado efetivo do Colegiado de Jurados das Raças Zebuínas.
Souza declarou que suas visitas a centrais de prestação de serviços revelaram exemplares que, na sua avaliação, não condizem com as características raciais esperadas do Nelore. Entre os pontos apontados estão corpo curto, pernas e garupa consideradas curtas ou estreitas, e alterações no cupim. Ele também afirmou preocupação com o fato de animais com esse perfil apresentarem registro ou identificação associativa.
Repercussão entre técnicos e selecionadores
O posicionamento de Souza se soma a observações anteriores de outros profissionais do setor. O zootecnista José Otávio Lemos já havia alertado, em publicações de 2021 e 2024, sobre a necessidade de conciliar avaliação estrutural e dados de desempenho, citando alterações na linha dorso-lombar, falta de harmonia corporal e aprumos inadequados. Em fevereiro de 2026, o selecionador Paulo Leonel discutiu em programa setorial a preservação de características raciais e o papel das exposições na orientação aos criadores.
Busca por critérios claros de seleção
O debate apresentado enfatiza que a escolha de reprodutores deve interpretar conjuntamente avaliações genéticas (DEPs e índices) e observação morfológica, considerando a identidade racial. Textos técnicos citados na matéria original também defendem que a seleção exclusivamente visual é insuficiente, mas que os índices precisem ser contextualizados pela função produtiva e pela conformação do animal.
A reportagem da fonte não identifica centrais, animais ou a associação mencionada por Souza, nem apresenta avaliações individuais que comprovem desempenho reprodutivo. O tema segue mobilizando jurados, técnicos e selecionadores em torno da necessidade de critérios mais claros para justificar a multiplicação genética.
Fonte: CompreRural