Sistema de monitoramento climático criado pela Agropalma reúne dados georreferenciados para identificar focos de calor e apoiar decisões de manejo e prevenção de queimadas.
O que foi desenvolvido
A Agropalma, do grupo Daabon, implementou uma plataforma SIG/GIS proprietária, construída com apoio de equipes internas de Fitotecnia, Agricultura de Precisão e Geoprocessamento e desenvolvida sobre a infraestrutura ArcGIS. A solução cruza informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), imagens e sensores da NASA e dados locais para gerar painéis interativos usados por gestores, brigadistas e equipes de campo.
Funcionamento operacional
O sistema rastreia focos de calor com cobertura de até cinco quilômetros além dos limites das fazendas, distingue ocorrências internas e externas às propriedades e classifica o risco em quatro níveis coloridos (verde, amarelo, laranja e vermelho). A cada dia a plataforma consolida detecções e emite um Boletim de Monitoramento de Queimadas com mapa operacional, coordenadas dos focos e distância em relação às áreas produtivas, orientando o envio de brigadistas e caminhões-pipa.
Alcance e beneficiários
Hoje a rede conta com 16 pontos de observação — oito dentro das propriedades da Agropalma e oito instalados em municípios paraenses (Acará, Baião, Cametá, Igarapé Mirim, Mocajuba, Moju, Tailândia e Tomé Açu). A plataforma também abrange propriedades vinculadas ao Programa de Agricultura Familiar, atendendo 445 agricultores familiares e 64 produtores integrados.
Segundo a companhia, a solução reduz falsos alertas e permite avaliar com mais precisão a proximidade dos focos, evitando deslocamentos desnecessários de maquinário e contribuindo para a segurança das equipes. A ferramenta integra ações de prevenção de incêndios vinculadas aos compromissos ambientais da empresa e está alinhada ao critério 7.6.6 dos Princípios e Critérios da certificação RSPO, que trata de procedimentos para mitigar risco de fogo.
Próximos passos
A Agropalma informou que a plataforma é a primeira fase da digitalização das operações. A próxima etapa prevê maior autonomia mobile para brigadistas e caminhões-pipa, com um aplicativo capaz de traçar rotas mais curtas até o foco e indicar pontos de captação de água, apoiada pela expansão da infraestrutura de telecomunicações nas operações.
Fonte: CompreRural