exportação de milho do Brasil para países da Europa pode saltar para 1,65 milhão de toneladas em outubro, segundo estimativa divulgada pela corretora Stag International.
A Stag afirmou que o volume projetado contrasta com cerca de 200 mil toneladas no mesmo período do ano passado e ocorre num cenário em que as exportações ucranianas recuaram depois de danos a infraestrutura por ataques, enquanto a União Europeia enfrenta queda de safra. A Comissão Europeia informou que a produção de milho da UE em 2026 caiu para cerca de 48 milhões de toneladas, o menor nível deste século.
Dados da Comissão Europeia mostram também que as importações de milho pela UE cresceram 40% no acumulado da safra 2026/27 até meados de outubro, com os Estados Unidos ainda dominando as origens, seguidos pelo Brasil. A Stag, porém, destacou que, no curto prazo, a oferta da América do Sul — que inclui embarques da Argentina — está mais competitiva que a dos EUA, com prêmios FOB que podem manter essa vantagem entre dezembro e janeiro e possivelmente até fevereiro.
A corretora acrescentou que, a menos que haja aceleração significativa nas vendas externas dos EUA, os preços do milho na bolsa de Chicago teriam de recuar para restaurar a competitividade americana. Line-up de navios de outubro divulgado pela agência marítima Cargonave indica que as exportações brasileiras para países europeus podem superar 1 milhão de toneladas no mês, com a Espanha entre os principais destinos.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou sua previsão de embarques de milho do Brasil em outubro para quase 7 milhões de toneladas, sem detalhar os destinos.
Contexto e possíveis reflexos
Os fatos acima foram reportados por fontes do setor e organizações citadas. A existência de maiores volumes embarcados indica potencial aumento de movimentação em portos e rotas de escoamento, o que pode afetar operadores logísticos e transporte, mas esse efeito não foi confirmado pelas fontes e, portanto, deve ser visto como uma inferência.
Fonte: CompreRural