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Santa Catarina lidera produtividade leiteira com 17,21 litros por vaca ao dia

Levantamento da Epagri/Cepa, com base na PPM do IBGE, aponta 17,21 L por vaca/dia em 2025 em Santa Catarina, 76% acima da média nacional; produção total cresceu para 3,43 bilhões de litros.
Ilustração sobre Santa Catarina lidera produtividade leiteira com 17,21 litros por vaca ao dia

Santa Catarina produtividade leiteira registrou média de 17,21 litros por vaca ao dia em 2025, segundo levantamento da Epagri/Cepa baseado na Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE.

O resultado estadual ficou cerca de 76% acima da média nacional, de 9,78 litros por vaca/dia, e reflete um aumento acumulado de produtividade de 58,2% na última década. Apesar da ampliação da produção por animal, o número de vacas ordenhadas caiu 3,3% em 2025, para 780,6 mil cabeças; mesmo assim, a produção total subiu 4,1% sobre 2024, alcançando 3,43 bilhões de litros — o maior volume da última década. A produtividade, em relação ao ano anterior, avançou 7,9%.

Eficiência produtiva e mercado

A economista da Epagri/Cepa, Andréa Castelo Branco, avaliou que o desempenho indica mudanças na estrutura produtiva, atribuídas a melhorias no manejo, na alimentação e na genética dos rebanhos. No entanto, ela ressalta que ganhos por animal precisam andar junto com controle de custos para manter a competitividade quando há recuo na remuneração pelo litro.

Em outubro de 2026, o preço pago ao produtor em Santa Catarina caiu 2,2% na comparação mensal, para R$ 2,66 por litro, mas ainda acumulava alta de 7,7% frente a outubro de 2025. No atacado catarinense, os preços informados foram: leite UHT R$ 4,53/l (−2,2%), mussarela R$ 32,71/kg (−2,2%), leite em pó R$ 27,63/kg (−0,4%), manteiga R$ 7,96/200 g (+1,4%) e queijo prato R$ 35,15/kg (+0,1%). No acumulado de 12 meses, queijo prato e mussarela subiram 15,1% e 10,5%, respectivamente, enquanto leite em pó e manteiga recuaram 11,3% e 10,7%.

No varejo da Grande Florianópolis, o leite UHT teve retração mensal de 3,2%, e o leite em pó registrou alta de 6,8%.

Comércio exterior

As exportações catarinenses de lácteos somaram 92,4 toneladas em setembro de 2026, incremento de 305,3% sobre agosto; entretanto, as importações no mês foram de 515,2 toneladas (−38%), resultando em déficit comercial de 422,8 toneladas. Na estrutura das compras externas, os queijos responderam por 64% do volume importado, seguidos por gorduras lácteas (18%) e leite em pó (12,4%). A Argentina foi a principal fornecedora, com 80,8% do volume importado, seguida por Uruguai (15,1%) e Estados Unidos (3,7%).

O boletim apresenta um quadro em que avanços de eficiência nas propriedades coexistem com pressão sobre preços e relações de custo, apontando desafios para a rentabilidade da cadeia leiteira estadual.

Fonte: CompreRural

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