Tilápia 39% mais peso: Pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) relatou que, após cinco gerações de seleção genética, o material desenvolvido apresentou aumento acumulado de 39% no peso dos peixes.
Como foi o trabalho
O programa, conduzido no Campo Experimental de Piscicultura de Itajaí, parte da linhagem GIFT introduzida em Santa Catarina em 2009. Segundo a Epagri e o pesquisador Bruno Corrêa da Silva, a seleção foi feita ao longo de sucessivas gerações, com identificação e uso de reprovedores com características desejáveis para transmitir essas qualidades aos descendentes. A instituição informa que já está na sexta geração do programa.
Números e alcance
Entre os dados divulgados pela Epagri estão: fornecimento de mais de 318 mil matrizes a 56 produtores de alevinos em 11 estados desde 2014; estimativa de impacto econômico de R$ 15,8 milhões em Santa Catarina e no Paraná (estimativa reportada em 2025); e produção catarinense de tilápia de 50 mil toneladas em 2025, crescimento de 65% na última década. A Epagri também afirma que cerca de 90% dos produtores de alevinos de Santa Catarina utilizam matrizes da instituição.
Adaptação e limitações
O programa busca, além do ganho de peso, animais mais adaptados ao clima catarinense, com melhor desempenho em temperaturas mais baixas. A Epagri citou relatos de produtores, como o de Miguel Faust, sobre avanços percebidos em crescimento, conversão alimentar, rendimento de filé e adaptação ao frio.
A divulgação da instituição, porém, não detalha a base exata de comparação nem as condições de avaliação usadas para calcular o ganho de 39%. A Epagri e o pesquisador destacam que resultados em propriedades comerciais dependem de fatores como alimentação, temperatura, qualidade da água, sanidade e manejo, e que o percentual divulgado não garante automaticamente o mesmo desempenho em qualquer criação.
Fonte: CompreRural