A capacitação realizada nos dias 14 e 15 de outubro em Eldorado do Sul (RS) teve como foco o registro de ocorrências de mortalidade de abelhas e o uso do aplicativo AgroTag Abelhas, desenvolvido pela Embrapa.
A iniciativa foi promovida pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (SEAPI) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O objetivo principal foi uniformizar procedimentos de atendimento em campo, padronizar o registro de informações e qualificar técnicos estaduais responsáveis pelo atendimento às notificações de mortes de abelhas no estado.
Uso do aplicativo e práticas de campo
Durante a programação os participantes foram apresentados às funcionalidades do AgroTag Abelhas e realizaram exercícios práticos de registro de ocorrências, incluindo localização georreferenciada e descrição das colmeias afetadas. A capacitação também explicou os protocolos para acesso às colmeias e as técnicas de coleta de amostras — ações necessárias para análises laboratoriais subsequentes.
No segundo dia, os participantes realizaram atividades alternadas em dois grupos para garantir que todos tivessem experiência com o aplicativo e com as rotinas de atendimento e amostragem em campo. O treinamento incluiu uma avaliação final das atividades realizadas.
Observatório de Abelhas do Brasil e investigação
O curso integra ações do projeto Observatório de Abelhas do Brasil com foco no Rio Grande do Sul, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente. O Observatório, criado em 2022 em parceria com o Ministério da Agricultura, visa reunir dados padronizados sobre episódios de mortalidade de abelhas e suas possíveis causas, integrando informações coletadas por órgãos estaduais por meio da plataforma AgroTag Abelhas.
O projeto estadual está vinculado a um Termo de Cooperação firmado entre o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, a Embrapa Meio Ambiente, a Associação A.B.E.L.H.A. e empresas do setor de defensivos agrícolas. Os recursos aportados pelas empresas signatárias, administrados pela Associação A.B.E.L.H.A., destinam-se ao fortalecimento da capacidade de investigação no estado, incluindo a realização de análises laboratoriais para identificação de resíduos, como os de fipronil, além de ações de difusão de boas práticas entre agricultura e apicultura.
A qualificação dos técnicos pela SEAPI e parceiros visa aumentar a confiabilidade da base de dados estadual e nacional, subsidiando investigações e medidas voltadas à proteção de polinizadores.