produção de carne bovina: o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a revisar para baixo suas projeções de produção nos Estados Unidos para 2026 e 2027, conforme o relatório mensal World Agricultural Supply and Demand Estimates (WASDE-676) divulgado em 9 de outubro de 2026.
Principais números e variações
O USDA estima agora a produção americana de carne bovina em aproximadamente 11,28 milhões de toneladas em 2026, volume 4,6% inferior ao registrado em 2025. A projeção para 2026 foi reduzida em cerca de 34 mil toneladas em relação ao relatório de setembro; desde o início de 2026, as revisões sucessivas já diminuíram em aproximadamente 454 mil toneladas a previsão anual.
Para 2027, a estimativa foi ajustada para cerca de 11,2 milhões de toneladas, cerca de 0,5% abaixo do volume projetado para 2026.
Fatores que explicam a revisão
O relatório atribui a redução a dois fatores principais: menor abate de bois e novilhas no segundo semestre de 2026 e queda no peso médio das carcaças. O aumento previsto no abate de vacas não compensa integralmente essas perdas. Para 2027, o USDA cita pesos de carcaça menores e menor saída de animais dos confinamentos no início do ano.
A análise técnica mencionada na divulgação destaca que a entrada de bovinos em confinamento esteve abaixo do observado um ano antes em dez dos últimos doze meses, segundo avaliação de Josh Maples, economista da Mississippi State University, publicada pela Beef Magazine em 15 de outubro de 2026.
Projeções trimestrais e comércio
As estimativas trimestrais do USDA apontam continuidade da restrição de oferta: para o quarto trimestre de 2026 a produção está estimada em cerca de 2,9 milhões de toneladas (queda de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025) e, para o primeiro trimestre de 2027, em torno de 2,77 milhões de toneladas (aproximadamente 1% abaixo do 1º trimestre de 2026).
O relatório também elevou as projeções de importação de carne bovina para 2026 e 2027, incorporando principalmente o aumento recente dos embarques australianos; as estimativas de exportação dos EUA e as projeções de preços do gado permaneceram inalteradas.
O documento observa a maior necessidade de abastecimento externo diante da queda da produção doméstica, sem, entretanto, quantificar eventuais compras adicionais de países específicos como o Brasil.
Fonte: BeefPoint