Arroz para exportação voltou a registrar negócios no Rio Grande do Sul, com compras realizadas por tradings a um preço médio de R$ 90 por saca, de acordo com a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
Situação no mercado e no campo
A Federarroz informou que a oscilação cambial havia reduzido o ritmo das negociações nas últimas semanas. Com a entrada de compradores voltados à exportação, o mercado apresentou nova movimentação, com três tradings adquirindo lotes a cerca de R$ 90 por saca, o que, segundo a federação, tende a estabilizar temporariamente as cotações.
No campo, os produtores enfrentam problemas distintos por região. Embora a área plantada esteja maior em comparação ao ano anterior devido ao avanço na Fronteira Oeste, várias regiões registram atraso no plantio em função de chuvas e das baixas temperaturas. Entre as áreas citadas estão o Litoral Norte, a Planície Costeira Interna e partes da Zona Sul — incluindo municípios como Arroio Grande, Pelotas e Rio Grande. Em localidades da Fronteira Oeste e em Santa Vitória do Palmar, as temperaturas mais baixas também têm prejudicado a emergência das plantas, mesmo em áreas semeadas mais cedo.
Além dos desafios climáticos, a Federação aponta dificuldade no acesso ao crédito para financiar a próxima safra. As negociações com instituições financeiras seguem avançando a ritmo lento, e a orientação formal é que os produtores procurem as entidades representativas para tratar do assunto.
Fonte: CompreRural