AgNest recebe empresas europeias em 23 de outubro para apresentar projetos e avaliar oportunidades de adaptação e testes no Brasil.
O AgNest, farm lab da Embrapa em Jaguariúna (SP), recebeu representantes de oito empresas europeias no âmbito da Missão de Imersão Foodtech Brasil 2026, promovida pelo programa EIT Food GO Brazil e cofinanciada pela União Europeia. A visita integrou uma programação realizada entre 18 e 23 de outubro com atividades em São Paulo, Piracicaba, Jaguariúna e Campinas, incluindo participação no Agtech Meeting 2026.
Projetos apresentados e áreas de atuação
As empresas apresentaram projetos nas áreas de biotecnologia, controle biológico, fermentação de precisão, proteínas alternativas, inteligência artificial e aproveitamento de resíduos agroindustriais. Participaram:
- Nanomik Biotechnology (Turquia) – biocontrole e encapsulamento de compostos ativos;
- FLOX (Reino Unido) – monitoramento de aves por inteligência artificial;
- Scindo.bio (Reino Unido) – uso de enzimas e IA para transformar resíduos agrícolas e subprodutos florestais;
- Arborea – microalgas e desenvolvimento de proteínas alternativas, com tecnologia para cultivo de espirulina;
- PFx Biotech – fermentação de precisão;
- Pacifico Biolabs – substitutos para frutos do mar;
- New Era Food – produção de alimentos à base de cogumelos;
- Shelfion – tecnologias para prolongar vida útil de alimentos e reduzir perdas.
Durante o encontro, pesquisadores e profissionais da Embrapa conheceram os projetos e a infraestrutura do AgNest, que ocupa 66 hectares em Jaguariúna e integra o Corredor de Inovação Agropecuária de São Paulo, uma aliança que conecta cinco polos tecnológicos ao longo de aproximadamente 400 quilômetros.
Representantes da missão e da Embrapa destacaram a importância de testar soluções desenvolvidas na Europa em condições tropicais e em escalas de produção brasileiras. A coordenação local da missão foi executada pela Sterna International Business, com a iniciativa inserida no EIT Global Outreach liderado pela EIT Food.
Entre as possibilidades de cooperação apresentadas está a avaliação do cultivo de espirulina pela Arborea em condições brasileiras, além de testes de tecnologias que requerem adaptação climática ou de escala. A aproximação pretende facilitar o contato entre instituições brasileiras de pesquisa e empresas internacionais interessadas em testar e adaptar tecnologias voltadas à cadeia agroalimentar.