O AgNest, farm lab mantido pela Embrapa Meio Ambiente e pela Embrapa Agricultura Digital, recebeu cerca de 60 representantes de startups do programa Speed Agro em 14 de outubro de 2026 em Jaguariúna (SP). A visita teve como objetivo apresentar a infraestrutura disponível para testes em condições próximas às de propriedades rurais e as possibilidades de interação com pesquisadores.
Infraestrutura e oportunidades de validação
Durante a atividade, os empreendedores conheceram áreas experimentais, laboratórios e a estrutura técnica do AgNest, além das possibilidades de parceria com empresas do setor. A proposta do farm lab é oferecer ambiente de experimentação para que tecnologias em agricultura digital, automação, sensoriamento e bioinsumos possam ser avaliadas e aprimoradas antes de serem levadas ao mercado.
Pesquisa científica e ferramentas de sustentabilidade
Os participantes também visitaram a sede da Embrapa Meio Ambiente, onde foram apresentadas áreas de pesquisa e metodologias relacionadas à avaliação da pegada de carbono. A pesquisadora responsável demonstrou como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é usada para contabilizar impactos ambientais ao longo da cadeia de produção e ressaltou a importância de produzir dados e parâmetros nacionais que reflitam as condições brasileiras.
Foram citadas ferramentas e estudos aplicáveis à descarbonização da agricultura, incluindo menção à RenovaCalc, e discussões sobre estoques de carbono no solo, práticas de manejo e sistemas integrados de produção.
Bioprospecção e bioinsumos
No Laboratório de Microbiologia Ambiental, os visitantes tomaram contato com pesquisas sobre microrganismos de interesse agrícola e ambiental e com a Coleção de Microrganismos de Importância Agrícola e Ambiental (CMAA). Foram apresentadas atividades de bioprospecção e o desenvolvimento de soluções biológicas como parte das frentes de atuação do AgNest.
A iniciativa integra as atividades do Speed Agro 2026/2027, promovido pelo Sebrae-SP, que prevê capacitação, rodadas de negócios e visitas técnicas em cidades do chamado Corredor do Agronegócio (Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José dos Campos e São Carlos) entre outubro e abril.
Organizadores e participantes destacaram que a validação em ambientes próximos aos de campo permite avaliar desempenho, identificar ajustes necessários e reunir dados técnicos que orientem o desenvolvimento das soluções antes da ampliação comercial.