arroba do boi gordo registrou alta em diferentes praças na terça-feira (20), com reajustes de até R$ 10 por arroba e pico de R$ 385 no noroeste do Paraná, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O relatório do Cepea aponta que a valorização foi observada em Tocantins, Mato Grosso (Cuiabá), noroeste do Paraná e no norte de Minas Gerais. No noroeste paranaense, a procura dos frigoríficos elevou as cotações para R$ 380–R$ 385 por arroba, com alta em torno de R$ 10 em relação ao período anterior.
No Tocantins, as negociações a prazo avançaram entre R$ 5 e R$ 10 por arroba; os valores do boi gordo ficaram entre R$ 355 e R$ 360 e as escalas de abate variaram de três a 13 dias. Em Cuiabá (MT), as cotações subiram R$ 5 por arroba, com negócios entre R$ 350 e R$ 355 e escalas de quatro a sete dias. No norte de Minas Gerais, o boi gordo foi negociado em torno de R$ 365, também com alta próxima de R$ 10 por arroba.
Fatores que sustentam as cotações
O Cepea atribui a valorização principalmente à oferta restrita de animais prontos para o abate e à melhora na liquidez do mercado físico, com maior volume de negócios ao longo do dia. Parte dos pecuaristas tem mantido animais nas propriedades, reduzindo a disponibilidade imediata para os frigoríficos e aumentando a competição pelos lotes disponíveis.
O levantamento também indica sinais de enfraquecimento da demanda por carne bovina em algumas regiões, o que torna a capacidade de repasse de custos ao consumidor um fator de atenção para as próximas negociações dos frigoríficos.
Mercado de reposição
O mercado de reposição segue firme: o indicador do Cepea para o bezerro em Mato Grosso do Sul registrou média à vista de R$ 3.501,39 por cabeça na terça-feira (20), acumulando alta de 1,6% em outubro. O levantamento ressalta que o encarecimento de animais de reposição pode afetar margens de produtores que precisem recompor ou ampliar rebanhos.
Para os períodos seguintes, o Cepea aponta que a evolução das cotações dependerá da disponibilidade de bovinos para abate, do ritmo de compras dos frigoríficos e do comportamento da demanda por carne bovina.
Fonte: CompreRural