Bicheira-do-Novo-Mundo foi confirmada por autoridades dos Estados Unidos em um cervídeo abatido no Texas e em uma vaca de corte no Novo México, informou o USDA em 21 de outubro de 2026.
Casos confirmados e locais
No Texas, a detecção ocorreu em uma fêmea de uapiti (elk) encontrada em uma propriedade destinada à criação de animais silvestres no condado de Pecos; o animal havia sido abatido por um caçador que permitiu a coleta de amostras. O diagnóstico foi confirmado pelo laboratório federal Knipling-Bushland, em Kerrville, especializado em insetos que afetam a pecuária.
No Novo México, a infestação foi identificada em uma vaca de corte no condado de Otero. Em resposta, as autoridades estabeleceram uma área de controle com raio mínimo de 20 quilômetros ao redor do local afetado, onde os animais devem passar por inspeção sanitária e receber tratamento quando necessário antes de serem movimentados.
Medidas de vigilância e controle
As ações relatadas incluem revisão de zonas de infestação já estabelecidas no Texas, intensificação do monitoramento de animais silvestres e ampliação das operações de captura de moscas para detectar possíveis novos focos. No Novo México, as autoridades também ampliaram a vigilância na região próxima ao caso confirmado.
Entre as estratégias citadas pelas autoridades norte-americanas está a liberação de moscas estéreis para interromper o ciclo reprodutivo do parasita e reduzir sua população nos locais afetados.
Contexto do surto
A presença da bicheira — causada pelas larvas da mosca Cochliomyia hominivorax — voltou a preocupar após novas detecções nos Estados Unidos em 2026; a espécie tinha sido eliminada do país décadas atrás e passou a avançar pela América Central e pelo México antes de ser reintroduzida nos EUA em junho de 2026, conforme relato das autoridades.
Impactos e preocupações
As autoridades destacam que a confirmação em um animal silvestre amplia a complexidade do controle, porque a identificação e o manejo de infestações em fauna livre são mais difíceis do que em rebanhos domésticos. No interior das zonas de controle, as medidas sanitárias incluem inspeção e tratamento obrigatórios para movimentação de animais.
O episódio também ocorre durante um processo de reabertura controlada de alguns pontos fronteiriços entre EUA e México para o comércio de bovinos; o USDA anunciou medidas e prazos relacionados a essa normalização, incluindo operações programadas para postos fronteiriços, mas essas ações foram divulgadas como planejadas pelas autoridades.
Fonte: CompreRural