boi gordo em alta: o mercado do boi gordo segue sustentado por oferta restrita de animais terminados, mantendo pressão sobre as compras dos frigoríficos e deixando a referência de R$ 400 por arroba no radar dos pecuaristas.
Levantamentos de 21/10 mostram valorização em diversas regiões, embora a velocidade do ajuste tenha perdido intensidade em São Paulo após avanços recentes. A Agrifatto registra referência de R$ 390/@ a prazo para o boi paulista, enquanto a Scot Consultoria aponta R$ 380/@ para o boi comum e R$ 385/@ para o chamado “boi-China”, em valores brutos e a prazo. As cotações variam conforme metodologia e condições comerciais de cada levantamento.
Escalas curtas e disputa por lotes
Consultorias destacam que as programações de abate seguem curtas na maior parte do país, o que sustenta a posição dos vendedores. A Safras & Mercado aponta programações concentradas entre cinco e seis dias úteis na maioria das praças; a Agrifatto registra escalas na média nacional de sete dias úteis.
- Safras & Mercado — preços médios em 21/10: São Paulo R$ 384,40; Goiás R$ 370,11; Minas Gerais R$ 378,53; Mato Grosso do Sul R$ 379,43; Mato Grosso R$ 358,92.
Na Região Norte a pressão de alta é mais intensa devido à disponibilidade ainda mais limitada de boiadas. A Scot relatou valorização do boi com padrão de exportação em Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará e Paraná, o que reforça a competição por lotes que atendam exigências dos compradores internacionais.
Consumo limita repasse e ritmo dos reajustes
Além da oferta curta, o enfraquecimento do consumo doméstico na segunda quinzena do mês e a retração da demanda no atacado vem dificultando o repasse integral dos aumentos aos preços da carne. A Agrifatto registrou estabilidade nas referências de atacado: quarto dianteiro a R$ 22,30/kg, quarto traseiro a R$ 29,50/kg e ponta de agulha a R$ 20,75/kg. A Scot também ressalta a concorrência do frango como fator que restringe o espaço para elevações no varejo.
Para que a arroba atinja de forma generalizada os R$ 400, será necessária a manutenção da pressão sobre as escalas e disposição dos frigoríficos em elevar propostas de compra — fatores que, segundo as consultorias, ainda dependem da postura dos pecuaristas e da disponibilidade de animais com o acabamento desejado.
Fonte: CompreRural