Cafeicultura no Juruá: Embrapa Acre firmou parcerias com a Cooperativa dos Cafeicultores de Mâncio Lima (Coopercafé) e com o Sebrae no Acre para estruturar ações de pesquisa, monitoramento de pragas e capacitação técnica na regional do Juruá, conforme comunicado publicado em 23 de outubro de 2026.
As tratativas, realizadas na semana anterior em Mâncio Lima, incluem a implantação de uma unidade demonstrativa destinada a testar os cafés Robustas Amazônicos. Segundo o chefe‑geral da Embrapa Acre, Márcio Bayma, a unidade terá papel de validação de soluções para ganho de produtividade, melhoria da qualidade dos grãos e aprimoramento do manejo do cafezal.
O acordo com o Escritório Regional do Juruá do Sebrae no Acre prevê atualização da cooperação técnica para atender demandas de treinamento. Em encontro com a gerente regional, Laís Montenegro Mapes, no dia 14 de outubro, foi discutida a realização de curso sobre pragas da cafeicultura, com foco no controle da broca‑do‑café. Em 15 de outubro, pesquisadores conversaram com agricultores da Coopercafé sobre a necessidade de detectar pragas e dosagens sazonais de ocorrência para orientar o controle.
Monitoramento e avaliação de sistemas consorciados
A equipe técnica da Embrapa também avaliou sistemas consorciados na propriedade da família do agricultor Gildenilson Feliciano (conhecido como Baixinho), em que o filho Elissandro mantém a produção. A área de 16 hectares concentra consórcios implantados há cerca de 12 anos e cultivo do café Robusta Amazônico. Foram coletadas amostras de solo nos diferentes arranjos para análise inicial e acompanhamento técnico e econômico.
Os consórcios observados incluem combinações de açaí com cacau; café com açaí; e citros com açaí e cacau. A Embrapa informou que os dados levantados poderão integrar a Rede InSAF (Rede Integrada de Sistemas Agroflorestais na Amazônia Ocidental) e compor propostas futuras, entre elas uma proposta a ser apresentada ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) — conforme apontado pelos pesquisadores.
Em visitas adicionais, a equipe avaliou o grau de adoção do abacaxi BRS Rio Branco recomendado pela Embrapa Acre e identificou ocorrência localizada de podridão‑do‑abacaxizeiro em áreas específicas.