controle do carrapato coloca a pecuária diante de um desafio crescente: populações do parasita com resistência a diversos princípios ativos reduzem a eficiência dos tratamentos convencionais e pressionam produtores a buscar alternativas.
Bioinsumos ganham espaço nas pesquisas
Pesquisadores e empresas têm se voltado a soluções biológicas para manejo de carrapatos, entre elas fungos entomopatogênicos aplicados no animal ou no ambiente e outras tecnologias em desenvolvimento. A adoção dessas ferramentas, segundo especialistas ouvidos na fonte original, não significa abandonar os acaricidas tradicionais, mas ampliar o conjunto de opções para preservar produtividade e bem‑estar animal.
Um estudo de Grisi et al. de 2014, citado em materiais técnicos da Embrapa, estimou perdas anuais associadas ao carrapato no Brasil em US$ 3,24 bilhões. Esse número é apresentado como referência histórica e não corresponde a levantamento atualizado para 2026, mas ilustra a dimensão econômica do problema.
Regulação e exigências da indústria
O marco legal dos bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) abrange aplicações agrícolas e pecuárias, porém representantes da indústria dizem que o avanço de produtos destinados ao controle de parasitas externos depende de regras específicas para o uso animal. A ANPII Bio, que ampliou sua atuação para empresas do segmento, vem defendendo critérios claros para validação analítica, requisitos de registro de estabelecimentos e identificação de ativos biológicos em nível de cepa, além de previsibilidade regulatória para atrair investimentos.
Para o produtor, a origem biológica não garante, por si só, resultados superiores. A adoção dependerá da finalidade autorizada do produto, das evidências de eficácia, dos protocolos de aplicação e do acompanhamento técnico, segundo a reportagem original.
Fonte: CompreRural