crescimento do PIB foi estimado em 0,5% na passagem de julho para agosto, segundo o Monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em 19 de outubro de 2026.
Depois de dois meses de recuo — junho (-0,9%) e julho (-0,3%) — a série divulgada pela FGV mostra a retomada em agosto e resulta em um avanço de 1,8% no acumulado em 12 meses.
Comportamento mensal
- Agosto: 0,5%
- Julho: -0,3%
- Junho: -0,9%
- Maio: 0,6%
- Abril: 0,3%
- Março: 0,1%
- Fevereiro: 0,5%
- Janeiro: 0,6%
A FGV também indica que o trimestre encerrado em agosto avançou 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e que, em valores correntes, o PIB acumulado até agosto foi estimado em R$ 9,020 trilhões.
Motores do resultado
No lado da oferta, a alta de agosto foi puxada pela indústria extrativa e pela continuidade da expansão da atividade de serviços. Pela ótica da demanda, a FGV apontou que, apesar da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo.
Em nota técnica, o instituto ressaltou que o consumo das famílias cresceu 0,4% no trimestre até agosto, com contribuição principalmente de bens duráveis, e destacou que a inflação persistente e a política monetária contracionista (juros elevados) são fatores presentes no cenário.
Panorama e comparação com outros indicadores
O Monitor do PIB funciona como prévia do resultado oficial medido pelo IBGE; a divulgação do PIB trimestral do IBGE referente ao terceiro trimestre está prevista para 2 de dezembro de 2026. Outros indicadores recentes mencionam resultados e projeções próximos: o IBC‑Br registrou alta de 0,3% na passagem de julho para agosto e 1,6% em 12 meses; a pesquisa Focus indica previsão de crescimento de 1,83% para o PIB em 2026, o Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda estimou 2% e o FMI projetou 2,2% para o ano.
Fonte: CompreRural