CropLife Brasil propostas: a entidade entregou ao governo federal um ofício com 12 recomendações destinadas a subsidiar a elaboração da posição oficial do Brasil para a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
Destinatários do documento
O ofício foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Temas das propostas
- A revisão do Marco Global de Biodiversidade de Kunming–Montreal;
- assuntos relacionados à biologia sintética;
- avaliação e gestão de risco de organismos vivos modificados;
- repartição de benefícios vinculada à Informação de Sequência Digital (DSI);
- manejo integrado, financiamento e coexistência entre agricultura e biodiversidade.
Em comunicado, a gerente regulatória e institucional de bioinsumos da CropLife Brasil, Julia Pupe, disse que a experiência da agricultura tropical brasileira pode demonstrar formas de conciliar competitividade, conservação de vegetação nativa e uso sustentável dos recursos naturais, e que a entidade pretende levar essas experiências à COP17 com base em evidências técnicas e científicas.
Agenda na COP17
A COP17 ocorre entre 21 e 30 de outubro, em Yerevan, na Armênia. Durante o evento, a CropLife Brasil planeja apresentar o projeto Renera – Brazilian Bioinputs Hub, voltado ao uso sustentável de soluções biológicas nacionais, e organizar dois eventos paralelos com participação do Mapa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da CropLife International.
Possíveis reflexos para o setor (não confirmados)
As propostas da CropLife tratam de regulação de biotecnologia e bioinsumos, além de temas ligados a financiamento e convivência entre agricultura e biodiversidade. Essas pautas podem, em tese, influenciar discussões regulatórias e de mercado no médio prazo, mas qualquer efeito concreto dependerá de decisões futuras do governo e das negociações na COP17.
Fonte: CompreRural