café canéfora foi o tema central do 1º Curso Presencial Fundamentos da Cafeicultura Canéfora — do Campo à Xícara — Teoria e Prática, realizado pela Embrapa entre 20 e 22 de outubro de 2026 em Brasília e Planaltina. A formação reuniu cerca de 150 participantes vindos de 23 estados e do Distrito Federal e resultou na criação da Rede Nacional de Multiplicadores em Café Canéfora.
Participantes e instituições
O curso foi promovido pela Embrapa Café, em parceria com o Consórcio Pesquisa Café e a Embrapa Cerrados, com apoio de unidades e instituições como Embrapa Rondônia, Incaper, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Instituto Mió e Ifes. Entre os inscritos havia 21 pesquisadores e analistas de 12 unidades da Embrapa, além de técnicos de assistência técnica e extensão rural (ATER), profissionais de assistência técnica e gerencial (ATeG), representantes de instituições de ensino e desenvolvimento rural e produtores.
Objetivos da rede e atividades
A Rede Nacional de Multiplicadores foi criada para articular profissionais de diferentes estados e ampliar o alcance do conhecimento gerado pela pesquisa, promovendo trocas de experiência entre cientistas, técnicos e produtores. Segundo a chefia de Inovação e Negócios da Embrapa Café, a intenção é que os multiplicadores levem práticas ao campo, observem realidades locais e retornem demandas que orientem novas pesquisas, estabelecendo um ciclo contínuo entre ciência e territórios.
Ao longo de três dias, a programação associou teoria e prática em temas como genética, manejo, sustentabilidade, colheita, pós‑colheita, qualidade da bebida e agregação de valor. O encerramento ocorreu com atividades práticas no campo experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), onde os participantes observaram cultivo de canéfora nas condições do Cerrado e degustaram cafés com perfis sensoriais distintos.
Representantes da diretoria-executiva da Embrapa e gestores da Anater participaram da abertura, destacando a importância da integração entre pesquisa e extensão para qualificar o atendimento a produtores e identificar novas demandas de pesquisa. A jornada continuará em novas etapas, alinhadas às necessidades e particularidades dos territórios identificadas neste primeiro encontro.