Custo da cria em Mato Grosso pressionou a margem do pecuarista no terceiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Dados principais do 3º trimestre
O Imea apurou que o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade de cria ficou em R$ 6,87 por quilo no trimestre, alta de 1,11% em relação ao trimestre anterior. No mesmo período, o preço do bezerro de ano recuou 2,12%, contribuindo para a redução da diferença entre receita por quilo e desembolso operacional.
Variações por item de custo
Entre os componentes que explicaram o aumento do custo, o instituto destaca:
- Despesas com manejo sanitário e reprodutivo: alta de 16,80%;
- Aquisição de animais: avanço de 5,31%;
- Custeio geral: aumento de 2,06%.
Margem e comparação com 2025
Com o custo maior e a queda na cotação do animal, a margem acompanhada pelo Imea recuou 4,55% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2026, passando de R$ 9,02/kg para R$ 8,60/kg. O Imea ressalta que essa diferença entre preço e COE não equivale automaticamente ao lucro líquido da propriedade, que depende da estrutura completa de custos de cada fazenda.
Na comparação com o consolidado de 2025, a posição segue mais favorável: o preço do bezerro subiu 16,82% e o COE aumentou 8,53% no período, de modo que a margem de R$ 8,60/kg ficou aproximadamente 24% acima dos R$ 6,92/kg registrados em 2025, conforme o Imea.
Contexto para o produtor
O levantamento evidencia que, embora a cria mantenha vantagem frente a 2025, houve aperto de margem no 3º trimestre de 2026 devido ao aumento dos custos e à redução temporária do preço da reposição. O Imea destaca a importância de acompanhar indicadores produtivos — como taxa de prenhez e desmama — para avaliar o retorno dos investimentos em sanidade e reprodução.
Fonte: CompreRural