DDG no Brasil: a expansão do etanol de milho e a entrada de novas biorrefinarias podem elevar a produção brasileira de grãos secos de destilaria (DDG) para mais de 15 milhões de toneladas até 2030, segundo projeção atribuída à União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
O crescimento industrial está relacionado ao avanço do processamento de milho para etanol no Centro-Sul. A consultoria StoneX estima que a produção de etanol de milho na região alcance 13,6 bilhões de litros em 2027/28, alta de 29,7% sobre o ciclo anterior, e que o milho responda por cerca de 33,6% de um total projetado de 40,5 bilhões de litros de etanol.
Demanda, logística e mercado externo
O aumento da oferta de DDG amplia a disponibilidade de ingrediente para alimentação animal, mas a adoção em escala dependerá da capacidade de comercialização e entrega. Vender os coprodutos é parte importante da rentabilidade das usinas, e a competição por compradores, a garantia de qualidade e o custo do frete irão influenciar a atratividade do produto na fazenda ou no porto.
O mercado internacional já começou a absorver cargas brasileiras: o acesso do DDG/DDGS à China foi autorizado em maio de 2025, com os primeiros estabelecimentos habilitados em novembro de 2025. Em abril de 2026, chegou ao porto de Nansha (Guangzhou) um navio com 62 mil toneladas de DDGS, sinalizando passagem da negociação sanitária à comercialização efetiva.
Principais desafios apontados
- Encontrar compradores regulares capazes de absorver volumes crescentes;
- Assegurar padronização e qualidade do produto para diferentes mercados;
- Organizar logística, incluindo armazenagem e custos de frete, que influenciam a competitividade até a fazenda e até portos de exportação.
Se a expansão industrial for acompanhada por canais comerciais e logística eficientes, o Brasil poderá agregar mais valor ao milho internamente, combinando produção de biocombustível, ingredientes para alimentação animal e exportação. Fonte: CompreRural ().
Fonte: CompreRural