trens double stack da Brado movimentaram 468,8 mil toneladas de cargas no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pela empresa — alta de 10% em relação às 423 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.
Corredor, cargas e desempenho
A operação com composições que transportam contêineres empilhados em dois níveis é utilizada em um corredor ferroviário de mais de 1,4 mil quilômetros entre Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT). Nos seis primeiros meses de 2026, grãos especiais responderam por 45% dos contêineres cheios no modelo double stack; insumos agrícolas representaram 12%, e pluma de algodão e nutrição animal responderam por cerca de 9% cada.
A Brado informou que a configuração double stack permite transportar aproximadamente 40% a mais por composição em comparação com contêineres em nível único. Atualmente, a operação soma cerca de 4,1 mil contêineres double stack por mês. Em 2025, a empresa reportou ter movimentado 48,4 mil contêineres no modelo, totalizando 931,4 mil toneladas brutas.
Adaptações e formação das composições
O projeto do double stack começou a ser estruturado em 2017, com visitas técnicas a operações nos Estados Unidos, e foi ativado no Brasil dois anos depois, conforme a Brado. Para viabilizar a circulação das composições, cerca de 60 pontos da ferrovia sofreram intervenções, incluindo remanejamento de redes elétricas e de telefonia, elevação de viadutos e rebaixamento da linha férrea. Carregado nessa configuração, o trem pode atingir 5,87 metros de altura.
A introdução do sistema também alterou a formação dos trens: antes do double stack, as composições operavam com 58 vagões e capacidade para 116 contêineres; atualmente são 65 vagões e capacidade para até 130 contêineres. A Brado diz ter desenvolvido mecanismos de travamento específicos para garantir a fixação das unidades empilhadas, com sistemas distintos para o contêiner superior e para a interface entre as unidades.
Fonte: CompreRural