Embrapa Agroenergia recebeu, nos dias 29 e 30 de setembro, uma visita técnica da Embrapii para acompanhar o andamento de projetos, identificar desafios operacionais e discutir metas do próximo ciclo de avaliação.
A programação incluiu apresentação de iniciativas em desenvolvimento, análise de indicadores e debates sobre estratégias. Pela Embrapa Agroenergia participaram Patrícia Abdelnur (coordenadora da Unidade Embrapii), Clelma Linhares (assessora de planejamento e qualidade), Mônica Damaso (chefe de P&D) e Juliana Evangelista (chefe de Transferência de Tecnologia). Pela Embrapii estiveram presentes Flávia Santos (especialista em química industrial, responsável pelo acompanhamento da unidade) e Daniel Freitas (Gerência de Redes de Inovação).
Projetos apresentados
Quatro projetos em desenvolvimento na Unidade Embrapii da Embrapa Agroenergia foram avaliados:
- Soluções tecnológicas para produção e processamento da macaúba — apresentado por Simone Fávaro, em parceria com a Acelen Renováveis. O trabalho busca domesticar a espécie, implantar lavouras comerciais e otimizar o aproveitamento de casca, polpa, endocarpo e amêndoa para produção de óleo e coprodutos. O projeto é o primeiro da Embrapa contemplado pelo convênio Embrapii‑BNDES na temática de combustíveis avançados e foi prorrogado até agosto de 2028.
- Bioinsumo de vinhaça de milho para cana e milho — coordenado por João Ricardo Almeida, em parceria com a Cargill Bioenergia. O estudo combina vinhaça de milho com leveduras para formular um bioinsumo; encontra‑se em fase de validação final e testes em condições de campo usando a estrutura da biofábrica parceira.
- Valorização de resíduos agroindustriais — apresentado por Félix Siqueira, em parceria com a Vita Amazon. A primeira fase transformou caroços de açaí e penas de aves em bioinsumos e biofertilizantes; a parceira aprovou avanço para segunda etapa, que foca extração de aminoácidos com processo de menor custo e busca diálogo com indústria B2B para comercialização.
- Produção de insumos microbiológicos com ação bioestimulante para soja — coordenado por Mônica Damaso, em parceria com a empresa Satis. O projeto está na fase 2 e em processo de conclusão; a equipe relata resultados positivos e interesse dos parceiros na viabilização comercial de um ou mais produtos oriundos do trabalho.
PDC e indicadores do ciclo
Durante a visita, a Embrapa Agroenergia também apresentou seu primeiro Plano de Desenvolvimento de Competências (PDC) aprovado neste ano: “Escalonamento e otimização de processos fermentativos para produção de ácido kójico e etanol amiláceo via modelagem matemática”, coordenado por Silvia Belém. A Embrapii destacou o PDC como ferramenta para ampliar linhas temáticas e competências credenciadas, especialmente para unidades nas categorias Ouro e Diamante.
Nos indicadores acompanhados pela Embrapii, a unidade registrou nível “alto” nas medições anteriores da confiabilidade técnica e financeira; o indicador técnico parcial (QIMin) está em 83% e não há notificações graves registradas. A meta de acumulação de 9.000 e‑coins do programa foi considerada alcançável pela Embrapii, e a realização de mentorias programadas deve contribuir para a pontuação necessária.
Quanto à contratação de projetos, a meta apontada para o ciclo é fechar cinco contratos no ano; para manter a classificação Ouro, a Embrapa Agroenergia precisa formalizar e registrar mais três projetos até o encerramento do ciclo.
Segundo a coordenadora da Unidade Embrapii, Patrícia Abdelnur, o saldo da visita foi positivo, e a equipe segue empenhada em cumprir as metas para manter a unidade na categoria Ouro.