Exportações de carne de Mato Grosso aumentaram de 24,1 mil toneladas em 2001 para 566,5 mil toneladas nos primeiros nove meses de 2026, um salto de 2.242% segundo dados divulgados sobre o desempenho do estado.
Avanço sanitário e números
O estado foi certificado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa com vacinação há 25 anos. Em 2001 a receita das exportações mato-grossenses de carne bovina foi de US$ 47,5 milhões, com vendas para 29 países — o Egito respondia por 40,7% do volume na época (9,7 mil t).
Nos primeiros nove meses de 2026, Mato Grosso exportou 566,5 mil toneladas de carne bovina para mais de 90 países, gerando US$ 3,4 bilhões. A China, que não comprava a produção do estado em 2001, tornou-se o principal destino em 2026, adquirindo 252,3 mil toneladas, o equivalente a 44,5% do volume exportado no período.
Transformações na produção
Além da manutenção da condição sanitária, o avanço da pecuária no estado foi atribuído a investimentos em tecnologia, melhoramento genético, recuperação de pastagens, suplementação alimentar e adoção de sistemas de produção mais intensivos. A febre aftosa, doença que provoca perda de peso, dificuldade de locomoção e mortalidade de bezerros, foi historicamente um dos desafios para a atividade.
Bruno de Jesus Oliveira, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), avaliou que a transformação do setor ao longo das últimas décadas, com foco em genética, tecnologia e manejo, foi determinante para aumentar produtividade e conquistar espaço no mercado internacional.
Possíveis reflexos logísticos (não confirmado)
O crescimento das exportações pode ter efeitos sobre a logística de escoamento e a demanda por transporte refrigerado e estruturas de abate e embarque. Essa relação foi indicada como inferência e não consta como fato confirmado nas informações disponíveis.
Fonte: BeefPoint