Grupo Scheffer na Colômbia opera atualmente cerca de 6 mil hectares de soja e milho em Vichada (Cumaribo–El Viento) e projeta alcançar 100 mil hectares no país em um horizonte de dez anos.
Plano de expansão e origem da experiência
A operação colombiana da família Scheffer começou em 2020, segundo o histórico institucional do grupo. A companhia afirma ter acumulado experiência no Brasil desde 1986, quando iniciou com 400 hectares de soja, e atualmente reporta mais de 230 mil hectares cultivados em duas safras entre Mato Grosso e Maranhão — número que contempla as duas safras e não corresponde necessariamente à extensão física das propriedades.
Limitações do solo e ajustes técnicos
Pesquisas da Agrosavia indicam que os solos da Altillanura, na região da Orinoquia, apresentam acidez elevada, baixa disponibilidade de nutrientes e risco de toxicidade por alumínio, fatores que demandam correção de acidez, adubação orientada e escolha de materiais adaptados. A Scheffer pretende aplicar o conhecimento da agricultura tropical brasileira, ajustando o manejo às condições locais, incluindo práticas de conservação do solo.
Infraestrutura, logística e segurança jurídica
O grupo destaca que a expansão dependerá também de condições fora dos talhões. Segundo relato do diretor financeiro e comercial, Guilherme Scheffer, a operação enfrenta limitações de estradas, assistência técnica, disponibilidade de mão de obra qualificada, além da necessidade de organização de fornecedores, manutenção de máquinas, armazenagem e transporte. A segurança jurídica sobre o uso da terra é citada como elemento decisivo para investimentos de longo prazo.
- Área atual informada: cerca de 6 mil hectares em Vichada (Cumaribo–El Viento).
- Meta empresarial: 100 mil hectares em dez anos.
- Desafios destacados: correção do solo, infraestrutura rodoviária, logística de escoamento e segurança de posse/uso da terra.
O projeto ganhou visibilidade com a visita de Abelardo de la Espriella à operação dos Scheffer no fim de julho, antes de assumir a Presidência, e insere‑se em um debate mais amplo sobre o desenvolvimento agrícola da Orinoquia e propostas governamentais para ampliar a produção de grãos na região. A meta de 100 mil hectares é apresentada como plano de expansão empresarial cuja execução dependerá das condições agronômicas, econômicas e institucionais.
Fonte: CompreRural