suspensão importação avícola: O México anunciou a suspensão preventiva da entrada de diversos produtos avícolas procedentes do Brasil após a confirmação, em 18 de outubro de 2026, de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina.
A medida mexicana atinge carne de aves (incluindo carne de frango), miúdos, ovos férteis, pintinhos de até três dias e também aves ornamentais, canoras, de rapina e animais de companhia. As exigências sanitárias para importação foram temporariamente suspensas tanto para operações comerciais quanto para produtos trazidos por viajantes, segundo as autoridades do México, que mantém condição oficial de país livre de Newcastle.
Foco confirmado e medidas no Brasil
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou o foco em 18 de outubro de 2026, após investigação do Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. O estabelecimento afetado em Nova Itaberaba é uma criação comercial de perus de corte com cerca de 6 mil aves. O diagnóstico foi atestado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA‑SP), reconhecido como laboratório de referência internacional para a doença pela OIE.
Após a confirmação, a propriedade foi interditada e a movimentação de aves suspensa. O protocolo sanitário previsto inclui a depopulação do plantel, limpeza, desinfecção e outras ações de contenção. A investigação foi ampliada: cerca de 133 estabelecimentos em Nova Itaberaba e nos municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias passarão por acompanhamento epidemiológico.
Relevância para comércio exterior
A suspensão mexicana tem impacto potencial sobre as exportações brasileiras de aves porque o México foi o sétimo maior destino da carne de frango do Brasil em 2025, com 244.391 toneladas, o que representou 4,73% das exportações brasileiras de carne de frango naquele ano, segundo o Relatório Anual da Associação Brasileira de Proteína Animal. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou 4,421 milhões de toneladas de carne de frango, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025, com receita de US$ 8,673 bilhões no intervalo.
Até o momento não há prazo definido para o fim da restrição mexicana; a retomada deverá depender da evolução do controle sanitário no Brasil e das informações epidemiológicas apresentadas às autoridades mexicanas. Em 2025 o México já havia adotado medidas semelhantes após um foco de influenza aviária no Rio Grande do Sul, reduzindo restrições conforme recebeu dados sobre o controle da ocorrência.
Fonte: CompreRural