Mulheres no agro foram reconhecidas pela Forbes Brasil em 15 de outubro de 2026 na lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, que reúne produtoras, pesquisadoras e executivas com influência em decisões sobre tecnologia, investimentos e gestão no campo.
A segunda edição da relação, publicada cinco anos após a primeira em 2021, reúne trajetórias da produção rural, da pesquisa, de empresas e de representação institucional. A seleção editorial considera três dimensões: poder, impacto e influência, e não configura uma classificação de 1 a 100.
Presença da pesquisa e exemplos práticos
Entre as 100 mulheres destacadas, nove profissionais da Embrapa aparecem na lista, incluindo a presidente Silvia Massruhá e as pesquisadoras Mariangela Hungria, Mariana Aragão, Roberta Carnevalli, Nair Arriel, Cristina Arzabe, Debora Milori, Simone Favaro e Iêda Mendes. A reportagem cita que os estudos de Mariangela Hungria contribuíram para a adoção da inoculação com bactérias benéficas em cerca de 85% da área brasileira cultivada com soja, com coinoculação alcançando aproximadamente 35%.
A Esalq/USP também foi mencionada como origem de quatro egressas entre as homenageadas: Mariangela Hungria, Lilian Amorim, Thais Vieira e Stéphanie Ferreira Gobato, cujas trajetórias passam por pesquisa, ensino e gestão acadêmica.
Liderança na propriedade e nas cadeias
A lista inclui exemplos de atuação que conectam a fazenda à pesquisa e ao mercado, como Helen Jacintho, ligada à pecuária intensiva e ao aproveitamento de dejetos para produção de biogás e biofertilizante, e Xenia Yamanaka, que atua na gestão de riscos do crédito rural. A reportagem destaca que relevância no campo também se mede pelas soluções que líderes colocam à disposição dos produtores.
O texto alerta, porém, que a seleção editorial não substitui levantamentos sobre participação feminina no campo: dados do Censo Agropecuário de 2017 (IBGE) são citados para contextualizar — naquele levantamento as mulheres representavam 18,7% dos produtores, ante 12,7% em 2006 — e a matéria observa que isso não é um retrato atualizado de 2026.
Segundo a leitura editorial, as trajetórias reconhecidas mostram que o futuro do agro depende de lideranças capazes de conectar produção, ciência, gestão e mercado, e que o desafio é transformar referências em oportunidades concretas de formação, participação e sucessão nas propriedades.
Fonte: CompreRural