preço do boi gordo manteve-se firme no mercado físico em 15/10, com maior fluidez nas negociações e registro de uma nova máxima em São Paulo: operações pontuais chegaram a R$ 395 por arroba, segundo dados da consultoria Safras & Mercado.
Regiões e variações de preço
Entre as 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 23 registraram estabilidade na comparação diária. Houve altas no Triângulo Mineiro, Goiânia (GO), sul de Goiás, Dourados (MS), Campo Grande (MS), Três Lagoas (MS), sudeste de Mato Grosso, Marabá (PA), Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em praças referência de São Paulo, Araçatuba e Barretos, a arroba foi cotada a R$ 380.
A cotação do chamado “boi China” permaneceu inalterada. Já os valores para fêmeas subiram pelo segundo dia consecutivo: a vaca avançou R$ 2, para R$ 350 por arroba, e a novilha subiu R$ 3, atingindo R$ 368 por arroba.
Abate, frigoríficos e demanda
Relatos da Safras indicam que frigoríficos de pequeno e médio porte enfrentam maior urgência para recompor programações, encontrando mais dificuldade para adquirir boiadas. As grandes indústrias, por outro lado, trabalham em posição relativamente mais confortável, embora também tenham elevado indicações de preço em algumas praças.
No mercado atacadista de carne bovina, as cotações operaram acomodadas na quinta-feira, com reposição realizada na primeira metade do mês contribuindo para a manutenção das referências. Analistas citados pela fonte ressaltam que, para a segunda quinzena do mês, há expectativa de esfriamento da demanda — período que costuma ter menor apelo ao consumo e perda gradual dos efeitos da entrada dos salários — e que a competitividade contra carnes de frango e suína tende a limitar espaço para novos reajustes.
Fonte: BeefPoint