Preço do frete médio no mercado spot ficou em R$ 0,396 por tonelada por quilômetro no terceiro trimestre de 2026, segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP) divulgado no relatório Frete Insights.
O valor representa alta de 13% em relação ao mesmo período de 2025 (R$ 0,350/t·km). Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, porém, houve recuo de 5,2% frente ao segundo trimestre de 2026.
Volume, diesel e comportamento por segmentos
A quantidade de fretes publicados na plataforma Frete.com caiu 18% em relação ao 3º tri de 2025 — período em que o indicador havia alcançado o pico da série —, mas aumentou 19% em comparação ao trimestre anterior. O preço médio do diesel foi de R$ 7,01 por litro no trimestre, ante R$ 6,09 no 3º tri de 2025 (+15,1%). Frente ao 2º tri de 2026 o diesel ficou praticamente estável (-0,6%), enquanto o frete recuou 5,2%, movimento que o relatório aponta como indicativo de compressão de margens operacionais de transportadores autônomos.
O agronegócio respondeu por 47,3% dos fretes publicados no trimestre, com retração anual de 27,1% e recuperação de 31,1% ante o 2º tri de 2026. O relatório relaciona a queda anual ao encerramento da janela de escoamento da soja e ressalta aumento trimestral de fretes de milho (+165,3%) e fertilizantes (+108,2%), ao passo que os fretes de soja caíram 40,0% na comparação trimestral.
Regiões, estados e tipos de carroceria
Na distribuição regional, todas as regiões registraram queda anual no volume publicado: o Sul caiu 36% e o Norte 33%. O Sudeste reduziu o volume em 4,4% ao ano, mas viu sua participação no total monitorado subir de 37% para 43%. Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais e Goiás concentraram 51% dos fretes publicados, com participações de 21,83%, 18,13% e 11,04%, respectivamente.
Por tipo de carroceria, todas as categorias tiveram reajustes positivos na comparação anual. A categoria Caçamba liderou a alta, com aumento de 21,5% e tarifa média de R$ 0,322/ton/km, seguida pelo Graneleiro (+15,2%, R$ 0,349/ton/km). Na comparação com o trimestre anterior, as maiores quedas foram observadas em Baú (-7,3%, R$ 0,612/ton/km) e Sider (-7,6%, R$ 0,512/ton/km).
O indicador Carga por Caminhão apontou Minas Gerais como o Estado de maior intensidade de demanda no período, com 5,58 solicitações por motorista, seguido por São Paulo (5,06) e Goiás (4,84). A rota Unaí (MG) – Araguari (MG) teve a maior densidade entre os corredores monitorados, com 9,16 solicitações por veículo.
O Frete Insights analisa contratações pontuais do mercado spot em operações de carga cheia (FTL) para todos os tipos de caminhões. Os valores correspondem aos preços publicados para motoristas autônomos e incluem pedágio, seguro e taxas operacionais, abrangendo cargas a granel e gerais e excluindo cargas especiais.
Fonte: CompreRural