queda do dólar: o mercado brasileiro abriu a segunda‑feira com recuo tanto no câmbio à vista quanto nos contratos futuros, na esteira de pesquisas eleitorais que mostraram uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Às 9h39, o dólar à vista caía 0,38%, cotado a R$5,0536 na venda. O contrato futuro mais líquido, com vencimento em novembro, registrava queda de 0,32%, a R$5,0635. As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também operavam em queda na manhã.
Pesquisas e cenário político
Dois levantamentos citados pelo mercado influenciaram o movimento. A pesquisa BTG/Nexus apontou diferença de 0,6 ponto percentual entre Flávio (46,5%) e Lula (45,9%) para o segundo turno, com margem de erro de 2 pontos percentuais — situação classificada como empate técnico. O levantamento da Atlas indicou vantagem de 2,2 pontos percentuais para Flávio (49,8% contra 47,6% de Lula), com margem de erro de 1 ponto percentual, resultado que deixa Flávio à frente um pouco além da margem de erro.
No debate da Band no domingo, trocas de acusações marcaram o encontro: Flávio atribuiu a Lula responsabilidade pelo endividamento das famílias e por gastos do governo, enquanto o presidente questionou se o candidato adotaria o modelo econômico do presidente argentino Javier Milei e ressaltou o aumento da pobreza naquele país.
Ambiente externo e referências
Nos mercados internacionais, o índice do dólar — que mede a moeda norte‑americana frente a uma cesta de divisas — subia 0,13% às 9h35, a 101,930. Na sexta‑feira anterior, o dólar à vista havia encerrado em baixa de 0,30%, cotado a R$5,0730.
Alguns agentes do mercado interpretam que uma eventual vitória de Flávio poderia aumentar expectativas de maior controle das contas públicas, mesmo sem propostas de ajuste fiscal detalhadas apresentadas até o momento; essa leitura vinha sustentando parte da reação das taxas e do câmbio na manhã.
Observação para o setor de transporte e implementos: como inferência de mercado (não confirmada pela fonte), uma combinação de real mais forte e queda de juros pode reduzir custos de componentes importados e de financiamento, o que poderia influenciar decisões de renovação de frota ou compras de implementos. Essa possibilidade depende da persistência das condições de mercado e de decisões de política econômica futuras.
Fonte: CompreRural