preço da cenoura registrou queda de 16% na média ponderada em setembro, segundo o 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A tendência de desvalorização se manteve na primeira quinzena de outubro, aponta o documento.
Motivos e comportamento nos entrepostos
A Conab atribui parte da queda à ação das chuvas nas regiões produtoras do Sul e do Sudeste. Embora a precipitação tenha limitado a expansão da oferta, a condição climática prejudicou a qualidade das raízes, pressionando os preços para baixo. O relatório destaca ainda que o volume comercializado nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) foi menor em setembro.
Outras hortaliças com alta em setembro
- Alface: alta de 15,69% na média ponderada, com destaque para a maior participação da Ceasa de São Paulo; na Ceagesp o aumento chegou a 48,3% em relação a agosto.
- Batata: recuperação de preços, com alta de 32,88% na média ponderada; apenas a Ceasa de Santa Catarina registrou queda.
- Cebola: elevação de 29,31% na média ponderada, associada à redução do ritmo de colheita devido às chuvas.
- Tomate: valorização de 48,9% na média ponderada, influenciada por menor oferta decorrente da maturação mais lenta e da redução do ritmo de colheita nas áreas do Sudeste e Sul.
O boletim relaciona as variações de preço aos impactos climáticos sobre o ritmo de colheita e a qualidade dos produtos nos entrepostos atacadistas analisados, incluindo Ceasas e centros como a Ceagesp em São Paulo.
Frutas, exportações e destaques do boletim
- Melancia: queda de 11,06% na média ponderada, refletindo o aumento de oferta em Uruana (GO) após melhoria climática.
- Mamão: variação negativa de 8,92% na média ponderada, com oferta crescente do mamão papaya e oferta restrita da variedade formosa.
- Banana: queda de 2,63% na média ponderada.
- Laranja: alta de 3,28% na média ponderada.
- Maçã: elevação de 11,99% na média ponderada, atribuída à aceleração do consumo de estoques após o fim da colheita da safra 2025/26.
Nas exportações, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) citados pela Conab indicam que, nos primeiros nove meses de 2026, as vendas externas de frutas e hortaliças somaram 909 mil toneladas, volume 6,61% maior que no mesmo período de 2025. O faturamento atingiu US$ 1,17 bilhão, alta de 17,56%. O boletim aponta crescimento nas vendas externas acumuladas até setembro para maçãs (255%), pêssegos (101%), abacates (100,5%), manga (26,4%) e mamões (4,14%).
O 10º Boletim Prohort também destaca o papel das Ceasas na promoção da rastreabilidade nas cadeias de hortigranjeiros, tema apontado como relevante para modernização e segurança alimentar.