Starlink no celular: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou em 9 de outubro de 2026 a disponibilização de 15+15 MHz de espectro na banda S (região de 2 GHz) para a Starlink, abrindo caminho para a tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D), que permite comunicação direta entre satélites e aparelhos móveis.
A liberação das frequências é um requisito técnico necessário para transmissões entre satélites e dispositivos em solo, mas não equivale à permissão para comercializar o serviço no país. Em comunicado posterior à decisão, a Anatel deixou claro que a autorização da banda S é uma etapa do processo regulatório e, por si só, não autoriza a prestação comercial do serviço. Segundo a agência, até 16 de outubro de 2026 a Starlink não havia apresentado pedido para operar comercialmente a oferta D2D no Brasil.
O que muda — e o que ainda depende de etapas posteriores
A decisão regula apenas o acesso ao espectro por parte da empresa. Não há, até o momento, lançamento comercial confirmado, preço anunciado ou garantia de que smartphones atuais estarão automaticamente compatíveis com a eventual oferta em banda S. A tecnologia D2D deve ser entendida como uma camada adicional de cobertura que pode complementar redes terrestres, especialmente em áreas com pouca infraestrutura.
Potenciais aplicações para campo e trechos sem cobertura
- Melhor comunicação em áreas afastadas da sede de propriedades rurais;
- Conexão em trechos rodoviários sem sinal móvel;
- Envio de informações e coordenação de equipes de campo;
- Acesso a canais de atendimento em situações de necessidade.
Essas aplicações são possibilidades citadas no contexto do avanço regulatório; disponibilidade, custo, desempenho e compatibilidade de aparelhos dependerão das características do serviço que eventualmente for oferecido e das autorizações comerciais subsequentes.
Fonte: CompreRural